Quem será a Próxima Vítima do FMI?

A sucessão de rebeliões sociais e o agravamento de crises institucionais na América Latina tem feito sucessivas vítimas governamentais.
Agora a bola da vez é a Nicarágua. O nível de mobilização social contra o Governo Polaños está ficando cada vez mais fora de controle. E a questão de fundo tem sido sempre a mesma: o mercado.
Na atual configuração economicista do mundo, onde o poder de decisão se desloca do político, dos Estados Nacionais, para os centros financeiros, é de se questionar a velha idéia de autodeterminação dos povos.
Os Governos se tornaram apenas gerentes econômicos. Não existe autonomia na construção de políticas públicas. Essas sempre são "permitidas" ou não pelo gráu de comprometimento internacional das economias nacionais. Até política de preços precisa ser definida por uma agenda que vem de fora.
Observem nosso país. Está cada vez mais preso na lógica de superávit fiscal e de políticas que atendem primeiramente os interesses da capital internacional.
Por enquanto aqui não há clima para rebelião popular, porque o Governo anda administrando setorialmente as tensões e demandas.
Mas no caso de países menores e muito, muito mais vulneráveis que o nosso, as tensões tem se mostrado inadministráveis, levando a sucessivas rupturas institucionais. O problema é que as rupturas nem sempre são garantias de superação das dificuldades. Ficamos num círculo vicioso, sem saídas e cada vez mais descrentes da democracia que não está servindo aos interesses da maioria. Mas um coisa é certa, o capital internacional tem certeza de que não perderá o curso de seus lucros!!

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