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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Ano Novo: troque seu espelho por uma janela!

Neste recesso de fim de ano, aproveitei para realmente descansar. Estava precisando de verdade desconectar um pouco e refletir. Longe do escritório e usufruindo de momentos de relax com a família. Fazendo coisas triviais, dormindo bem e esquecendo um pouco os papéis institucionais. Ficando um pouco "sumido" das redes sociais e evitando os emails que evocam compromissos, tensões, entre outras demandas. Percebi que neste curto espaço de tempo necessito fazer uma reviravolta na minha cosmovisão. E chego à conclusão de que se podemos realmente virar o ano com um compromisso de vida renovado, preciso trocar meu espelho por uma janela. Explico: o espelho sempre nos revela a nós mesmos, nosso rosto, nossa aparência e nossos estresses. Há pessoas que estão escravizadas pelo espelho. Umas porque precisam se enxergar a si mesmos e se admirarem à exaustão. Numa sociedade onde a estética é sempre uma regra áurea para o que se quer entender por satisfação, o espelho se torna um parceiro d…

Os Santos Inocentes continuam a existir!

Refletindo neste dia em que se celebra os Santos Inocentes, não posso deixar de reverenciar a memória de todas as crianças e adolescentes vítimas de todas as formas de violência. Vimos neste ano cenas chocantes de crianças assassinadas pelos opressores na Siria, na Palestina e na África. Vimos uma adolescente atingida pelo Taliban, pelo simples fato de defender o direito de meninas frequentarem uma escola. Vimos o massacre de crianças en Newtown indagar-nos sobre até onde se permite a liberdade da loucura, numa sociedade onde armas são artigos de fácil aquisição. E recentemente temos a luta pela vida de um menina de dez anos atingida por bala perdida no Rio de Janeiro. Fica então a pergunta: como se pode permitir que nossas crianças e adolescentes continuem à mercê dos distúrbios de uma sociedade que deveria protege-las? Violência com armas constitui a segunda maior causas de morte ou lesão grave aos menores. Fico triste pelo fracasso do esforço em se acordar um Tratado Internaci…

Pra que pressa? Cante com as estrelas, se puder!

Nestes tempos natalinos é possível observar-se uma característica muito comum nas pessoas: a pressa. Pressa para que o ano termine logo. Pressa para cumprir os compromissos sociais. Pressa para chegar antes de outras pessoas aos artigos que serão os presentes de Natal para a família e os amigos. Pressa pra chegar logo ao destino das férias. Enfim, parece que o relógio das pessoas aumenta a velocidade fazendo-as escravas de um ritmo que consome as energias emocionais e se tornam fonte de desconfortável stress.

Enquanto isso, no ventre de uma Maria, cresce um menino que chegará a um mundo tenso de correria também por causa de um tal de censo que o Imperador determinou a todos os seus súditos (tanto os de boa  quanto os de má vontade). Também ai temos a pressa do sistema, querendo saber quantos são os contribuintes para engordar o caixa do Império e alimentar o poder e o controle sobre as pessoas.

José e Maria foram apanhados por este turbilhão. Tiveram que sair praticamente de uma banda…

Um Natal diferente!

E depois do terremoto um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada.1 Reis 19:12


Tenho refletido ultimamente sobre o impacto dos festejos natalinos na vida das pessoas de maneira geral. Numa sociedade cada vez mais dependente do consumo e da aparência (meios pelos quais o mercado se alimenta) este período do ano é o de maior concentração de tensões psicológicas que passam quase despercebidas por alguns. Poucas pessoas - certamente vistas com estranheza pela maioria - conseguem escapar ao frenesi desta estação que tem mais a ver com rituais sociais do que propriamente com o ilustre aniversariante: o próprio Deus em forma de criança. Estava conversando com uma pessoa por estes dias e o que ouvi dela me inspirou escrever umas linhas sobre o Natal. Esta pessoa me dizia que estava com a agenda cheia de compromissos e com uma lista de compras que não sabia como ia dar conta. Ai eu perguntei a ela: você precisa mesmo cumprir à risca toda essa agend…