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Internacionalização da Amazônia: uma tecla mal repetida!

Recentes declarações da deputada italiana Monica Frassoni, do Parlamento Europeu, sobre a internacionalização da Amazônia levantam velhas questões de como os europeus e norte-americanos querem resolver o problema da biodiversidade do mundo à custa dos outros.
Sob o argumento de qeu a Amazônia está desprotegida, não tem faltado vozes na defesa de um regime de gestão internacional para a área, o que em linguagem direta significaria a supressão da soberania brasileira sobre a maior reserva vegetal do mundo.
O Governo brasileiro tem, diante desses cada vez mais frequentes discursos, a obrigação de afirmar a absoluta inegociabilidade de nossa soberania. Se a comunidade internacional está preocupada com o futuro da reserva amazônica que trate de adotar medidas concretas que ajudem o Brasil e os governos latino americanos que têm jurisdição sobre ela.
Entre as medidas concretas, sugerimos destinar um percentual dos encargos das dívidas externas desses países para aplicar em políticas de vigilância e controle ambiental. Isso seria efetivamente uma demonstração de solidariedade internacional contra a devastação da Amazônia.
A sucessão de discursos pela internacionalização da Amazônia, por outro lado, deve servir de alerta ao próprio Governo, na medida em que sua política ambiental continua sendo construída sobre o equívoco da expansão da fronteira agrícola para o Norte. Se condenamos quaisquer argumentações de estarngeiros na direção de controlar a Amazônia, precisamos da mesma forma garantir que efetivamente a sede de lucro pelo agronegócio não venha dizimar criminosamente nossa floresta. Isso eu chamaria de fazer corretamente o dever de casa. E nisso o Governo tem tirado nota zero.

Comentários

Juliana disse…
Isso é realmente assustador! :( Xico, tu sabes como as ONGs ecológicas internacionais se colocam em relação a este assunto? Fiquei curiosa.
Beijos

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