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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Juventude merece respeito! Chega de criminalização

Vivemos tempos obscuros. Há uma tônica quase medieval em nosso país, onde a única verdade que vale para quem tem o poder nas mãos é o seu projeto de poder . São tempos de discurso único, dos donos da Casa Grande.
A maneira como a mídia nojenta do Brasil, propriedade de um punhado de plutocratas que cabem num fusca, tem se comportado de forma cínica. A cobertura das ocupações das Escolas contra a reforma educacional e a PEC 241 merece a qualificação de palhaça. Primeiro porque buscam ignorar ao máximo este movimento. Segundo porque buscam descaracterizá-lo vinculando os estudantes ao PT (aliás, uma fixação freudiana que merece uma profunda análise científica) e, terceiro, criminaliza-o com uso inapropriado, ilegal e bruto como se lidassem com criminosos.
O problema é que os criminosos não estão dentro das Escolas, nem das Faculdades e Institutos Federais. Eles estão nas instancias de poder e são eles que tem o insano controle da polícia. Ameaças, prisões arbitrárias, violação de direi…

PEC 241: futuro sombrio e o re-construir utópico do povo brasileiro

A aprovação da PEC 241 pela Câmara dos Deputados representa uma comprovação de que a aliança política entre partidos e as elites que os representam vai consolidando um projeto de desmonte do Estado brasileiro, à custa das maiorias empobrecidas.

A receita é amarga e comprova que a Casa Grande está eufórica para destruir qualquer esforço da Senzala em ampliar direitos. A exemplo de outras elites latino-americanas, a elite brasileira está se deleitando em recuperar os seus privilégios com a maior rapidez possível, tirando da gaveta projetos que haviam esbarrado na firme resistência dos governos progressistas.

A esperança agora se volta para o Senado que deverá também analisar a PEC e - não tenho muita esperança sobre isso - reverter este processo de enxugamento de políticas públicas afirmativas. Pelos próximos 20 anos a população pobre do Brasil pagará uma conta elevadíssima para manter os privilégios de poucos.

A Direita terá, com base numa legalidade destituída de legitimidade, a garan…

Resistir contra o Ensino a serviço do Mercado

Os tristes fatos que estamos assistindo em nosso país revelam o quão difícil é lutar por direitos. Com mais de mil escolas e quase 80 universidades ocupadas contra uma reforma educacional imposta de cima pra baixo, sem discussão com a sociedade e destinada a mudar a proposta de formação de futuras gerações, os estudantes e professores não merecem ser tratados com violência pelo aparelho militar do Estado e nem com desdém pela mídia elitista.

A primeira vítima já está configurada: um adolescente morreu dentro de uma Escola em Curitiba. Até quando o governo manterá seu insano autoritarismo de achar que nosso país aceitará retrocessos no campo das conquistas que construimos na última década? Temos conhecimento de que infiltrados neste movimento estão procurando amedrontar estudantes e professores para enfraquecer a mobilização. Estas pessoas devem ser identificadas e isoladas para que se identifique seus mandantes.

Precisamos, como sociedade, denunciar, resistir e lutar por meios legít…

A interrogação venceu!

As eleições municipais em seu primeiro turno foram concluídas. A euforia da grande mídia está estampada porque a boca de urna sucessivamente articulada e programada com a ajuda da PF e da Justiça, causou um tsunami no Partido que ela mais detesta. O PT perdeu cerca de dois terços de suas prefeituras em todo o país.

Mas há um dado que a mídia não considera relevante, embora não deva escapar a uma análise mais profunda. A soma de votos nulos e brancos, bem como a abstenção alcançaram índices muito elevados em comparação com pleitos anteriores.

Senão vejamos. Em São Paulo, o candidato eleito teve menos votos do que o número de abstenções, de votos em branco e nulos. Se não deslegitima o resultado, pelo menos o compromete. No Rio de Janeiro, embora o resultado final só aconteça no segundo turno, o candidato Crivela teve menos votos que a soma dos nulos, brancos e abstenções. Em Belo Horizonte, o candidato João Leite e seu concorrente para o segundo turno  tiveram juntos menos votos que as…