Brazilian based Faith Organizations and Christian Aid addressing LGBT rights

Brazil: LGBT rights and Faith Based Organisations commitment

Inequality in Brazil is rooted in the exclusion of millions due to racial and ethnical dimension, gender and social class. In this context Sexualities can undermine the development preventing people to access their rights.  The LGBT population is marginalized from health services, education, and labour market as they suffer prejudice from people and institutions.  According to recent study Violence and Inequality, commissioned by CA to the partner SOF, in Brazil there are 60,000 thousand couples self-declared as a same sex partners. Nevertheless the increasing violence exposes the inequality and prejudice against the LGBT population which takes places in public areas and is perpetrated by neighbours or anonymous people.
Gender inequality is at the heart of the rooted inequality in Brazilian Society and to overcome it is necessary not only to change norms and prejudice but also the economic, political and social power that reinforce exclusion.
The Partner SADD (Anglican Service for Diakonia and Development), from the Episcopal Anglican Church of Brazil, is working on the theological reflection about sexual diversity and engaging faith communities to advocate for the LGBT rights. The dioceses all over the country are taking part in this process promoting open dialogue and challenging social norms. On the last 13th May they launched the publication “Gender, Sexualities and Rights” with Biblical and theological reflections to be shared in local communities and support the discussions within the Church and externally. 
“We have to consider the law above all others, which is the law of love; the Church has to improve its understanding on gender and sexualities. The church has been on this journey for quite a while but there is still a long way ahead.” declared the Archbishop of the Episcopal Church in Brazil D. Francisco de Assis.
The commitment of FBOs with Gender Justice for all was also seen during the Pride Parade in São Paulo in the last 29th May. The ecumenical organization, Koinonia led a group of Evangelicals, Catholic and people from other faith joined that marched against the prejudice against LGBT population. The Pride Parade is the most important event in the city calendar and takes place since 1997 gathering more than 3 million people in the most famous avenue in the city. Koinonia is working in partnership with the Municipality of São Paulo to implement a project offering support to transgender people to access labour market. 


Christian Aid works in Brazil along with grassroots partners, social movements, local NGOs and FBOs expose the scandal of inequality advocating for an inclusive development and to promoting fair policies. For more information please get in contact with Sara Roure or Paulo Barasioli. 

Não deixaremos a Democracia morrer

Um triste espetáculo de cinismo está em curso em nossa conturbada República. O Estado de Direito, de forma incompreensível para quem entende o que é sistema político, foi desrespeitado pelo Congresso Nacional, com a conivência do Judiciário. 

O governo interino de Temer expõe os sinais explícitos de que o que sempre esteve em jogo não foi a prática de crime pela Presidenta mas sim o ódio porque as urnas sempre lhe negaram nos últimos quatro pleitos a oportunidade de voltar à gestão do Estado. E voltar para fazer o Brasil andar para trás. 

A artificialíssima cultura do combate à corrupção, construída intencionalmente pela mídia e que recebeu a simpatia de uma classe média com medo de perder privilégios, criou as condições que sedimentaram a aliança dos segmentos conservadores para inviabilizar o governo de Dilma. Faltava a legitimação institucional civil, já que os militares não estavam dispostos a nova aventura de controle político impopular. O Congresso e o Judiciário não decepcionaram os golpistas e ofereceram o carimbo oficial. 

Se alguém - mesmo bem intencionado e capturado pelos editoriais golpistas da grande mídia - pensou que estava apostando numa mudança, deve estar agora em vias de ir ao divã.  Deve estar se perguntando porque a sociedade internacional olha para os golpistas com tanta desconfiança, como no tempo da Ditadura militar. Deve estar se perguntando porque tantos indiciados e réus por corrupção posam para a fotografia oficial deste governo interino.

Em apenas 24 horas de governo interino, Temer conseguiu mostrar o que teremos pela frente. Corruptos investigados e réus em processos penais e eleitorais são os que ocupam ministérios e secretarias nacionais. Nenhuma mulher em nível de ministério. A Controladoria Geral da União extinta. Ministério da Cultura extinto. O que temos na tela é um filme de questionável qualidade. Um governo sem legitimidade, sem apoio internacional e coberto de suspeitas de atender somente os interesses das elites não tem futuro.

Temer pagará caro por sua traição e não escapará à pressão da sociedade brasileira. Os movimentos sociais, as forças progressistas, artistas, o movimento estudantil, os setores progressistas das Igrejas e religiões, as mulheres, os movimentos LBGTI estão mobilizados para recuperar a nossa democracia. A rua é o lugar do embate do projeto de sociedade voltado para as maiorias excluídas. A ocupação dos espaços físicos de poder institucional, de forma pacífica, ordenada e com claro objetivo de expor o processo de expropriação de nossos direitos é o caminho que se deve seguir. 

Não vamos deixar a Democracia morrer. Lutamos muito por ela e não deixaremos que nenhum direito conquistado seja perdido. É hora de mostrar que o Brasil não teme a luta por uma sociedade justa, baseada em princípios democráticos e do respeito às leis.

Mensagem do Bispo Primaz pelo Dia das Mães



Agora, minha filha, não tenha medo; farei por você tudo o que me pedir. Todos os meus concidadãos sabem que você é mulher virtuosa. 
Rute 3:11

As mães recebem de Deus uma enorme responsabilidade humana e espiritual. Através da história, a maternidade foi construida socialmente de diversas maneiras. Não faltaram poetas, artistas, teólogos e cantores que as retrataram com as cores mais belas da admiração, do afeto e de uma quase "canonização". Enquanto isso acontecia na literatura e na arte, a realidade apontava para um papel social secundário, vazio de direitos e cheio de silencio!

Mesmo quando a religião cristã manifesta nos Evangelhos, na pessoa e exemplo de Jesus representou quebras de paradigmas, a sociedade continuou a tratar a mulher/mãe como secundária, sempre restrita ao papel de procriação. Mais ou menos como se produz ainda hoje em relação ao famoso refrão recentemente explorado em memes das redes sociais: bela, recatada e do lar.

Vivemos novos tempos e muitas coisas mudaram nos costumes, na ética, na ciência e em todas as instancias da sociedade. Graças a Deus que na Igreja também houve mudanças e neste caminho devemos seguir ouvindo o clamor do Espírito, onde nossas mães/mulheres ocupam mais espaços de protagonismo. Ainda faltam mudanças, mas o Espírito certamente nos conduzirá até elas. 

Que nossas mães assumam a coragem de uma Miriam, profetiza do Velho Testamento. A serenidade de Maria que disse sim ao maior desafio já colocado nas mãos de uma jovem adolescente. Que tenham a firmeza de uma Madalena, discípula, que testemunhou a ressurreição do Senhor, mesmo quando duvidaram dela. Que assumam a resiliência de uma Maria da Penha  que se insurgiu corajosamente contra o ciclo interminável de violência física e psicológica de nossa sociedade machista. 

A ternura não é um comportamento passivo, que povoa as mentes de românticos poetas. Que nossas mães sejam ternas sim, mas que sejam firmes quando e quanto for necessário. Que a justiça e a paz sejam sempre os seus distintivos.

Que Deus abençoe nossas mães que estão conosco, na labuta do cotidiano. Que Deus esteja conferindo as glórias da eternidade àquelas que já cruzaram os umbrais da vida eterna. E que Deus prepare as novas e futuras mamães para cumprir este exclusivo privilégio que só a elas é reservado. 

Feliz Dia das Mães, que é todo dia e é para toda a vida!

Precisamos de juízes sábios e não de néscios detratores


Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites. Provérbios 18:6

Em consonância com o que já foi expresso reiteradamente pela Câmara dos Bispo de nossa Igreja à luz da conjuntura política e os recentes episódios do processo de julgamento levado a efeito no último domingo pela Câmara dos Deputados, gostaria de fazer algumas considerações:

1. A sessão que decidiu por ampla maioria da Câmara dos Deputados a continuidade do processo de impedimento da Presidenta da República revelou o estado deprimente da limitação dos senhores deputados e deputadas em perceber os aspectos técnicos da peça de acusação e os levou a uma manifestação de votos baseada única e exclusivamente em uma vingança política contra a Presidenta.
 
2. Os argumentos de caráter religioso, ideologicamente preconceituoso e preocupantes em relação às apologias feitas em plenário traduzem apenas o nível despolitizado e até mesmo reacionário em relação às conquistas que a sociedade brasileira tem conseguido ao longo de anos.

3. A manipulação de valores tradicionais como Deus, família, nação e moral revelou que temos o recrudescimento do fundamentalismo religioso e moral que interessa somente àqueles que defendem posturas totalitárias, cínicas e profundamente desrespeitosas contra o povo brasileiro que aprendeu a valorizar a dignidade humana e os direitos e garantias sociais.

4. O discurso vago e palanqueiro contra a corrupção sem definição clara de objeto, responsabilidades e atores mostra uma imaturidade que beira ao ridículo, pois os mesmos que faziam suas catlinárias nada convincentes são eles próprios citados, indiciados e réus por crimes de corrupção.

A sociedade brasileira é chamada a julgar estes arautos por sua hipocrisia e espalhafato midiático. 

O processo de impedimento da Presidenta segue para o Senado e cabe à sociedade brasileira pressionar aquela Casa a resgatar a dignidade da Instituição Legislativa. Que seja restaurada a garantia de ampla defesa, a definição técnico-jurídica da substância acusatória, o restabelecimento da seriedade no processo e o compromisso com o Estado Democrático de Direito. É hora de se voltar ao trilho do respeito à Constituição.

A sociedade brasileira precisa afirmar que não precisa de procuração para fazer valer as conquistas que ela entende como necessárias para o avanço da democracia em nosso país! Não precisamos de espalhafatos midiáticos, nem de palanques do ódio, do preconceito, do autoritarismo e da hipocrisia. Precisamos de serenidade cidadã. Precisamos da seriedade no trato da coisa pública. Precisamos de juízes sábios e não de néscios detratores. 

EASTER MESSAGE FROM THE PRIMATE OF IEAB


An empty tomb: tenderness is stronger than hate! 

He is not here, but is risenLucas 24:6

 
In the early hours of a Sunday in first century Palestine, a community was beaten down by the events of a week full of sad memories. A prophet had finished his mission like so many other prophets in the history of God's people; silenced by the power of a religious and political order that did not conform to changes. Everything seemed depressing, until the sun's rays brought something unexpected: he who was dead is alive again!

Beaten down countenances transformed, and the mourning gave way to joy and hope rekindled in the hearts of the poor, the excluded, the silenced. Literally, a transformation from mourning to fighting. The breath of the Spirit was active, ready to make an army rise, as in Ezekiel's vision. Thus began the Church of the Jesus movement, now the Christ of God.
 
I cannot help comparing this description with the situation of our country. The Brazilian people have lived in the last year a long period of hopelessness. Projects of a new society based on justice and solidarity have been postponed by those who - like the constituted powers in first century Palestine - do not accept the change of the social pyramid. The power for them, instead of being for the service of the people, must serve their private interests. Corruption and derision capture the right of the poor. The bill left by the wastefulness of the rich is paid with the dignity of the excluded. Added to this is the political instability that has swollen in recent weeks. Old ghosts are eager to return and no longer hide their faces, for the shame no longer hinders their momentum.
 
These times require of us, as members of the Jesus movement, resilience, confidence, and unity. Our commitment is with the Gospel that tells us to whom and with whom we must carry forward the dream of God's kingdom. I do not speak here of a political party, nor of individual people. I speak of a project of society that respects and values the truth, justice, and well-being of all people. I speak of respect for constitutional order, the rule of law, and democracy.
 
The Resurrected tells us clearly: death is not the last word of God for humanity. Life is possible, and how to live it in history is given by a prophetic citizenship. Desperation, fear, and the old order stayed along with the sheets that the Resurrected left inside the tomb. Now is the time to spread the good news to the prisoners, to the blind, and to the hungry for justice.
 
Let us renew our faith by fixing our eyes on the eyes of the Risen Christ, which addressed Mary Magdalene and said tenderly: Mary, it is I! It is said that the eyes are the windows of the soul. Therefore, let us drown in that true, loving, and fair look. We unite with Him, and we will be solely one! Tenderness is a more effective weapon than hate. And let's go out with joy, announcing the Kingdom of Peace and Justice for Brazil and for our troubled planet.
 
Happy Easter for all the people of God!
 
++Francisco, Santa Maria
Primate of Brazil

MENSAGEM DE PÁSCOA DO BISPO PRIMAZ IEAB


Um túmulo Vazio: a ternura é mais forte que o ódio!


Não está aqui, mas ressuscitou
Lucas 24:6

Nas primeiras horas de um domingo na Palestina do primeiro século, uma comunidade estava abatida pelos acontecimentos de uma semana cheia de tristes memórias. Um profeta tinha terminado a sua missão como tantos outros profetas na história do Povo de Deus. Silenciado pelo poder de uma ordem religiosa e política que não se conformava com mudanças. Tudo parecia deprimente. Até que os raios de sol trouxeram consigo algo inesperado: aquele que estava morto reviveu!
Os semblantes abatidos se transformaram, o luto deu lugar à alegria e a esperança reacendeu nos corações dos pobres, dos excluídos, dos silenciados. Literalmente uma transformação do luto à luta. O sopro do Espírito estava ativo, pronto para fazer um exército ressurgir, como na visão de Ezequiel.
Assim começava a Igreja do movimento de Jesus, agora o Cristo de Deus.
Não posso deixar de comparar esta descrição com a situação de nosso país.O povo brasileiro tem vivido no último ano um longo período de desesperança. Projetos de uma nova sociedade, baseada na justiça e na solidariedade tem sido adiados por aqueles que - a exemplo dos poderes constituídos na Palestina do primeiro século - não aceitam a mudança da pirâmide social. O poder para eles, ao invés de estar a serviço do povo, deve servir aos seus interesses privados. Corrupção e escárnio capturam o direito dos pobres. A conta do esbanjamento dos ricos é paga com a dignidade dos excluídos. Some-se a isso a instabilidade política que se avoluma nas últimas semanas. Velhos fantasmas estão loucos pra voltar e já não escondem os rostos, pois a vergonha já não lhes tolhe o ímpeto.
Tempos que exigem de nós, membros do movimento de Jesus, resiliência, confiança e união. O nosso compromisso é com o Evangelho que nos diz para quem e com quem devemos levar adiante o sonho do reino de Deus. Não falo aqui de partido político, nem de pessoas individualmente. Falo de um projeto de sociedade que respeita e valoriza a verdade, a justiça e o bem estar de todas as pessoas. Falo do respeito à ordem constitucional, ao Estado de Direito e à Democracia.
O Ressurreto nos diz claramente: a morte não é a última palavra de Deus para a humanidade. A vida é possível e a forma de vivê-la na História se dá por uma cidadania profética. A desesperança, o medo e a velha ordem ficaram junto com os lençóis que o Ressurreto deixou dentro do túmulo. Agora será um tempo de espalhar a boa nova aos presos, aos cegos e aos famintos de justiça.
Renovemos a nossa fé fixando nossos olhos nos olhos do Cristo Ressuscitado, que se dirige à Maria de Magdala e diz ternamente: Maria,sou eu! Dizem que os olhos são as janelas da alma. Por isso, deixemos nos inundar por esse olhar verdadeiro, amoroso e justo. Nos unamos a Ele e seremos um somente! A ternura será uma arma mais eficaz que o ódio. E vamos sair, com alegria, anunciando o Reino de Paz e Justiça. Para o Brasil e para o nosso conturbado Planeta.
Feliz Páscoa a todo o povo de Deus!
++Francisco, Santa Maria
Primaz do Brasil

Mensagem de Quaresma do Bispo Primaz



“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. (Am 5.24)

Irmãos e irmãs

Estamos iniciando a Quaresma que nos chama a assumir as implicações do caminho de Jesus no deserto e também o seu caminho rumo a Jerusalém. Neste caminho, Ele nos convida a assumirmos o papel de seguidores do seu movimento, comprometidos com uma sociedade justa, baseada no respeito à natureza, ao nosso próximo e a nós mesmos, conforme o propósito de Deus.
Portanto, um período especial de reflexão, oração e busca de maturidade na fé. 
Este ano, nossa IEAB está engajada na Campanha da Fraternidade Ecumênica que reúne as Igrejas do CONIC e o tema para este ano é Casa Comum: nossa Responsabilidade. Este tema é recorrente não somente na Comunhão Anglicana, mas igualmente no Conselho Mundial de Igrejas, na família Ortodoxa e mesmo em outras religiões. A sociedade está cada vez mais preocupada com os rumos da civilização em termos da sustentabilidade da vida.
Cuidar da natureza e ter atitudes proativas no cuidado com o meio ambiente é parte essencial de nosso testemunho como anglicanos. E isto deve acontecer como pessoas e também como comunidades, dioceses e Província.
Enfrentar o descaso com o meio ambiente também exige firmeza cidadã e cobrança dos gestores públicos na aplicação de recursos que venham melhorar a qualidade de vida de nosso povo. Significa priorizar o bem estar de toda a sociedade ao invés de fortalecer ainda mais a cultura do lucro pelo lucro. 
Tomando o exemplo da disseminação preocupante do Zica vírus e da Chikungunya, percebemos que a causa fundamental do problema reside exatamente na ausência de políticas de saneamento básico e tratamento de resíduos acumulado, sem descartar a forma irresponsável com que tem sido tratados as nascentes e cursos de rios. 
Tudo isso pode ser superado com educação do povo e políticas públicas de preservação do meio ambiente.
A Rede Anglicana de Meio Ambiente disponibilizou uma proposta de jejum pelo meio ambiente que pode ser aplicada individualmente e em nossa comunidades. São 40 ações para serem realizadas durante esta quaresma e que recomendo que possam ser assumidas por toda a Igreja. Passos simples, gestos simples, que implicam em redução da emissão de carbono, uma das causas essenciais para o agravamento dos câmbios climáticos. Portanto, não faltam recursos para assumirmos um concreto compromisso de conversão de nossas práticas, de conscientização de nosso testemunho como cuidadores da criação de Deus.
Não estamos sozinhos. Nossos irmão de caminhada ecumênica estão fazendo isto também. Nossos irmãos de outras religiões também estão assumindo o compromisso de cuidar da nossa Casa Comum. 
Anexo à esta mensagem envio o roteiro do Jejum pela Natureza, com sugestões bem práticas para que seja assumido pela nossa Igreja e que os materiais da Campanha da Fraternidade Ecumênica sejam seriamente estudados em nossas comunidades locais. 
Uma abençoada Quaresma a todos e todas!
++Francisco

Message from Primate of Brazil about Primate`s Decision on the recent meeting in Canterbury

Brothers and sisters,

As I expressed earlier, I did not want to communicate anything prior to the end of the meeting regarding the heat of the debates that followed the discussion taken by the majority of Primates in relation to the Episcopal Church of the United States (TEC). In other words, the temporary suspension for three years from all decision-making entities of the Communion, rooted in [TEC]’s decisions with respect to the Matrimonial Canon.


Today I arrived in Brazil and would like to share a pastoral word with the Church regarding this matter. This issue took up a disproportionate amount of time from the meeting and was very difficult for all of the Primates. The most extreme position of the GAFCON primates was to demand an apology or require the withdrawal from the Communion of both TEC and the Church of Canada. This position caused a reaction that brought the Primates into the center of the debate, and the more progressive members sought alternatives that might have caused a drastic break in the Communion, along the lines of what the secular media had repeatedly predicted before and during the meeting. The final resolution what I call positive in terms of keeping the Primates at the table and with the desire to continue conversations on the emblematic grounds of sexuality. In the decision that was taken, the Church of Canada was not included, as there has not yet been a definitive decision taken at the sinodal level regarding a matrimonial liturgy for same-sex couples.


The impact of this decision certainly impacts and causes pain, not only in TEC, but in all churches who have answered the call of God to welcome all persons in pastoral need. As Bishop Michael Curry stated, TEC is responding to a pastoral need, that is not just a cultural issue, with a concrete response to people who love God, serve Him, and desire ardently to follow Jesus.

Our IEAB (Episcopal Anglican Church of Brazil), as well as other provinces in the Communion, has committed to a path of inclusion and community with LGBT persons, and depending on the decisions made in the next two or three years, we could live through situations that are similar to what TEC is currently experiencing.

There is no doubt that the Communion is experiencing and deepening its division. The question that emerges is how we will live together with this division. Perhaps the easiest road is to avoid the cost of living with difference. It’s not the first time that TEC has had this experience.  But TEC has stayed firm in the resolution to participate and contribute to the Communion. TEC is not alone and we are together on the road of mission. One thing however needs to be stated. The secular and religious media seems not to have observed the final communiqué of the Primates’ Meeting in which declares condemnation of the churches that refuse (for testimonial fragility) to firmly condemn the attitudes and laws that insist on propagating homophobia and the criminalization of LGBT people. 

The Primates also affirmatively committed to the Sustainable Development objectives, to the cause of refugees, to the cause of people victimized by human trafficking, and to the defense of victims of sexual violence. And I regret that we did not spend more time discussing what, in my view, is really relevant to our testimony as the Church of Christ.

All the above is stated without speaking of the climate of prayer that we experienced intensely during the meeting, with the participation in the daily offices, in the Eucharist, in the moments of silence and fasting we experienced in the Cathedral crypt, and the veneration of symbols such as the Holy Gospels of St. Augustine and the staff of St. Gregory, the pope who sent Augustine to evangelize the British Isles. For the first time in nearly 1500 years these two holy objects were together in the same place!

We need to have the courage to recognize that our Communion continues divided. The decision of the Primates needs to be scrutinized by the Anglican Consultative Council, as this is the only legislative body entitled to decide on membership issues within the Communion.

I will be convening a meeting of the House of Bishops [of the IEAB] to discuss this matter, in which we will compose a message of solidarity with TEC, and we will send this word out to the Communion.

May God enable us to hear his call and make Jesus known and loved by all persons, regardless of their personal condition. May orthodoxy (professed by some) not become an impediment to the advancement of the Reign of God.

From Your Primate.


++ Francisco

Episcopal Anglican Church of Brazil