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Mostrando postagens de Junho, 2006

Foi dada a largada!

Agora é oficial. As candidaturas estão definidas e o calendário eleitoral começa a valer com todas as sua nuances estratégicas. O palanque discursivo, antecedendo o palanque concreto dos comícios, já está valendo. O Presidente agora está exposto como candidato oficial e não poderá confundir a sua postura de chefe do Executivo com a de candidato à reeleição. Os instrumentos da caneta e do dinheiro já não poderão ser usados com tanta eficácia a partir de 1° de julho, conforme determinam as regras eleitorais. O território agora é o do discurso, do programa de Governo, do manejo inteligente das réplicas e tréplicas como num tribunal.
A construção de uma imagem de competência, aliada à imagem de eficácia na gestão dos rumos do País, será testada cotidianamente até o dia do pleito. E nesse território o Presidente larga com vantagem. As pesquisas lhe dão ampla vantagem que não poderá ser considerada com desdém.
Mas se uma campanha é feita de construção de imagens, também é constituida de poder…

Mulheres no Topo: Primeira Arcebispa!

A eleição de uma bispa para presidir uma das mais importantes Províncias da Comunhão Anglicana foi sem dúvida um momento histórico para a Igreja Cristã. A Comunhão Anglicana se constitui em um conjunto de 37 Províncias que congregam cerca de 80 milhões de anglicanos em todo o mundo. Conjugando traços tanto católicos - especialmente na liturgia e estrutura - quanto protestantes - na força do laicato e na razão - este ramo do Cristianismo tem avançado no enfretamento das questões ligadas à ética e ao gênero, provocando a reflexão (nem sempre consensuais) de outras tradições cristãs.
O primeiro grande passo dado pela Comunhão Anglicana no campo das ordens, foi a permissão de mulheres em todos os níveis do ministério sacerdotal. Na maioria das Provínicias, as mulheres tem acesso em condições iguais aos homens ao sacerdócio. Em outras - embora em menor número - as mulheres têm acesso aos postos de bispas.
A escolha de uma bispa, a Revma. Katharine Jefferts, 52, bispa de Nevada, para presidir…

Durou pouco....infelizmente!

Para os que, como eu, acreditaram que a decisão do TSE - de regulamentar a proibição de livre balconato nas eleições de outubro - seria um primeiro passo para o fortalecimento da democracia, nada mais decepcionante do que o inopinado recuo de quem tem nas mãos o poder de regular o processo eleitoral.
Volta tudo ao que era antes. Tristemente, por sinal.
Não se tem democracia representativa forte sem partidos fortes, com propostas claras e alianças políticas que não desfigurem seus programas. Todos os teóricos políticos são unânimes em afirmar que a base de um sistema representativo está posta na clareza programática e política dos partidos que se submetem ao crivo eleitoral, expondo seu programa de governo para a implementação de políticas públicas.
A verticalização é um instrumento válido, embora ainda insuficiente, para evitar que partidos distintos entre si no tocante a modelos e projetos de governo se aliem com base exclusivamente na estratégia eleitoral. É o balconato político - onde…

Hora de assumir!

Muito oportuna a decisão do TSE de normatizar com mais clareza a questão da verticalização nas eleições.
Especialmente porque obriga os partidos políticos a se definirem como siglas que precisam ter coerência eleitoral nas eleições gerais desse ano. Nossa história partidária está cheia de exemplos de alianças disformes, ao sabor de interesses de poder em maior gráu que os interesses de governo. Um partido político que se pretende ser nacional tem que ter projeto nacional e local. Isso significa que mesmo não desejando disputar a Presidência da República, o partido tem que assumir o custo político de apoiar ou não um projeto político nacional. E se a opção é não ter candidato ao Executivo Federal, assumir o ônus de não alugar-se a qualquer outro partido simplesmente pela ótica do utilitarismo eleitoral.
Aliás, todos os partidos políticos deveriam ter a obrigação de apresentar propostas e candidaturas a todos os níveis, até porque estariam sujeitos ao crivo dos elei…