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Mostrando postagens de Julho, 2006

Israel: permissão para matar inocentes!

É absolutamente vergonhoso o jeito com que os líderes das maiores nações do planeta estão tratando a agressão israelense ao Líbano. Enquanto vidas de civis estão sendo destruídas, das quais cerca de 45% são crianças, de acordo com a ONG Save the Children, o ocidente fica propondo a criação de um cordão humanitário no sul do Líbano. Chega de tibieza no enfrentamento da questão.
Apoiado incondicionalmente pelo Governo Bush, em sua mania persecutória contra o terrorismo internacional, Israel usa a única linguagem que conseguiu desenvolver desde sua fundação: a da força e da prepotência.
Que o digam os palestinos da faixa de Gaza e agora os libaneses. E tudo isso sob o cínico argumento de que está se defendendo. Destruir um país, abater civis em bombardeios frequentes e indiscriminados, e levar milhares de libaneses a uma fuga tresloucada para lugares mais seguros não parece ser uso de legítima defesa.
A desculpa de que o que busca é a libertação de soldados capturados pelo Hezbolah só pode…

O efeito Helô

As implicações da pesquisa DataFolha sobre as campanhas eleitorais ainda estão por vir. Mas uma coisa é certa: esta eleição tem um novo e talvez decisivo personagem-chave, a senadora Heloisa Helena. O que ela reúne em torno de sua candidatura? 1.O descontentamento de setores populares e organizados à esquerda da coalizão que elegeu Lula, diante dos avanços modestos do Governo. 2. O avanço do protagonismo das mulheres na luta contra uma cultura patriarcal ainda muito forte na política oficial, constituindo-se a candidatura da senadora em um ponto de convergência das organizações feministas. 3. Seu estilo pessoal marcado pela sinceridade e simplicidade, evitando retóricas cosméticas na abordagem dos temas que mais causam inquietação a candidatos de esquerda que não querem perder votos nas classes média e rica. Com esses qualificativos a senadora pode se tornar - como já avaliei em artigo pretérito - um incômodo para um certo triunfalismo da candidatura do Presidente, pois pelo …

A dança dos números

A primeira pesquisa eleitoral após a oficialização das candidaturas à Presidência confirma a tendência, já exposta antes, de termos uma eleição definida no primeiro turno. Embora ainda tenhamos a campanha na TV e no rádio como elementos que podem alterar preferências, os números divulgados hoje apresentam algumas características que é preciso notar:
1. O Presidente continua estável e com tendência de melhora - comparando os atuais números da CNT/Sensus com os anteriores se observa dois detalhes importantes: a de crescimento da preferência pelo candidato dentro da margem de erro para cima e o crescimento, também dentro da margem de erro para cima, da aprovação do Governo.
2. Alckimin finalmente consegue agregar votos de tendências que não tem candidato próprio. Isso é um dado importante porque revela que setores do PMDB e do PPS despejam sua preferência pelo mais importante candidato da oposição.
3. Heloisa Helena se estabiliza como o terceiro nome na preferência do eleitorado e se conver…

Degradação do trabalho: denúncia contra a C&A

Por trás dos atraentes preços de seus produtos, muitas vezes ao alcance das classes C e D, algumas lojas de marcas escondem práticas realmente condenáveis. A exploração do trabalho de imigrantes, ou mesmo de jovens e crianças, algumas vezes até mesmo detentos, constuituem uma prática bastante usual para fugir às implicações legais, à formalização de relações trabalhistas e seus compromissos sociais.
Fiquei estupefato com uma denúncia trazida à tona pelo Observatório Social e o jornal Brasil de Fato de que a famosa loja C&A, da qual já fui cliente, explora, através de malharias clandestinas, o trabalho de inúmeras mulheres em São Paulo. Principalmente imigrantes, originárias da Bolívia e outros países latino americanos, geralmente em situação irregular e completamente dominadas pelos chamados "coiotes" - grupos que intermediam imigração ilegal no país - os quais as submetem a regime de semi-escravidão. Essas mulheres recebem míseros R$ 0,20 por peça de roupa, o que as obr…

Desfecho pífio da era Parreira!

O país do futebol vive a ressaca da desclassificação. Mais uma vez a partida com a França revelou algo que nós brasileiros não nos acostumamos tão facilmente: nosso futebol burocrático, pálido, sem graça e sem raça. O Brasil nessa Copa não convenceu ninguém, apesar do pregmatismo adotado por Parreira sob o herético argumento de que o que vale é ganhar e não encantar. Futebol é arte. Não há arte sem a força da criatividade, da liberdade e da libido.
A era Parreira definitivamente deve ser sepultada, como ele mesmo se referiu ao dizer que o defunto deveria ser enterrado com dignidade. Contrariando o técnico, eu diria que o defunto deve ser enterrado com indignação. O desfecho dessa campanha não poderia ser mais melancólico. Não pelos méritos da França, mas pelos deméritos de um time de estrelas cadentes.
Em substituição a essa geração de estrelas, dominadas pela fama e preocupadas únicamente com suas carreiras individuais, deve-se redescobrir os novos talentos. E o Brasil sempre foi um c…