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Resistir contra o Ensino a serviço do Mercado





Os tristes fatos que estamos assistindo em nosso país revelam o quão difícil é lutar por direitos. Com mais de mil escolas e quase 80 universidades ocupadas contra uma reforma educacional imposta de cima pra baixo, sem discussão com a sociedade e destinada a mudar a proposta de formação de futuras gerações, os estudantes e professores não merecem ser tratados com violência pelo aparelho militar do Estado e nem com desdém pela mídia elitista.

A primeira vítima já está configurada: um adolescente morreu dentro de uma Escola em Curitiba. Até quando o governo manterá seu insano autoritarismo de achar que nosso país aceitará retrocessos no campo das conquistas que construimos na última década? Temos conhecimento de que infiltrados neste movimento estão procurando amedrontar estudantes e professores para enfraquecer a mobilização. Estas pessoas devem ser identificadas e isoladas para que se identifique seus mandantes.

Precisamos, como sociedade, denunciar, resistir e lutar por meios legítimos contra o autoritarismo apoiado pela mídia que insiste em ignorar o Brasil real pautada pelos interesses de uma elite conservadora, retrógrada e que só pensa nos seus privilégios. O movimento de resistência pacífica precisa continuar e usar de todos os meios legítimos de organização. Deixemos o ônus da violência para aqueles que não tem outro argumento melhor!

Quem pensa no país, pensa um projeto de longo prazo. Um país em que a educação seja instrumento de formação de consciências críticas, inovadoras e dispostas a estabelecer um projeto de inclusão, de redução das desigualdades sociais.

O Brasil pertence a todos os brasileiros. Um país onde a educação não se converta em um projeto de cauterização de mentes, de emburrecimento de gerações que sejam incapazes de ler o que está visível aos olhos: um povo escravizado pelo Deus Capital. Cidadãos e cidadãs submissos é o pior cenário que podemos imaginar para o Brasil do futuro.

Minha solidariedade aos estudantes, professores e familiares diante dessa perda tão traumática - as circunstancias ainda estão sendo levantadas - e meu desejo de que este movimento consiga se espraiar pelo país e afirmar um rotundo "não" ao projeto de reforma educacional proposto pelo governo ilegítimo de Temer. Enquanto nos Palácios segue a jornada de jantares com uma agenda de lesa pátria, tomando medidas de arrocho às custas de estudantes e trabalhadores, nas escolas e instituições federais a resistência ganha força contra a tentativa de descaracterizar conteúdos pedagógicos de nossa Ensino.

A solidez do movimento precisa ser ainda mais ampliada com o apoio da sociedade. Trata-se de mostrar que nossa juventude quer um Brasil melhor para todos os brasileiros. E esta causa da juventude é nossa também!


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