Rio+20: presença e testemunho anglicanos

Queridos e Queridas

Estamos nos aproximando do grande evento que o Brasil vai sediar em junho, no Rio de Janeiro, no que será a Conferência da ONU sobre Clima, também conhecida por Rio+20.
Há uma grande mobilização de toda a Comunhão Anglicana e de outras Igrejas e religiões para manifestar, durante a Conferência, nossas preocupações com o modelo destrutivo e excludente de economia que os governos e as grandes corporações tem imposto ao mundo.
Nossa Provincia Anglicana será a hospedeira de um evento que pode marcar um ponto diferenciador nos rumos que se quer adotar para que o respeito à natureza e a superação de uma economia que privilegia poucos finalmente seja assumida pelos poderosos deste mundo.
Nossa Igreja tem entre suas marcas de Missão um claro compromisso de cuidar da natureza como criação de Deus. Nossa diocese tem definido que esta é uma prioridade para a nosso testemunho no mundo. 
Neste espírito, quero convocar nossa diocese, através do clero e de suas lideranças leigas e se somar ao grande movimento que estará acontecendo no Rio, em junho, através da intercessão, do estudo e de ações concretas educativas para afirmar que uma das formas de revelar nosso amor a Deus e ao nosso próximo é cuidar do meio ambiente!
Nosso Primaz, D. Mauricio Andrade, convoca toda a Provincia a adotar o Domingo 03 de junho como um momento especial de celebração e intercessões pela Conferência da ONU. Em todas as Provincias Anglicanas este domingo será dedicado ao tema do cuidado com a Criação.
Sejamos criativos!
Sejamos comprometidos!
Orem também por seu bispo que estará na Conferência representando nossa Igreja e a ACT Alliance. Estarei ali presente, participando das manifestações de defesa de um modelo econômico justo e sustentável. Estarei ao lado de  lideres religiosos de vários matizes. Estarei ao lado de muitas organizações não governamentais que realizarão diversas ações para chamar a atenção de nossos governantes para o grave problema de um modleo econômico egoísta e excludente!
Com meu abraço e minhas orações,

+Francisco

Pior que a corrupção é a falta de vontade da sociedade para evitá-la

Assisti ontem um rico debate entre juristas no programa Conversas Cruzadas da TV Com. Foi interessante observar as sinuosas fronteiras entre o jurídico e o político na questão que envolve a CPMI de Carlinhos Cachoeira.  A tese que estava em discussão foi a decisão do ministro Celso de Mello conferindo ao Cachoeira a faculdade de não depor antes de conhecer os conteúdos das acusações contra si que constam do inquérito da PF.
Embora considere técnicamente correta a decisão do ministro, percebi que muitas vezes a técnica processual está completamente desligada da realidade política e isso gera um conflito entre o que poderiamos chamar de processo político e processo jurídico. Não há dúvida de que o alcance desta CPMI pode ser da maior envergadura para a sociedade brasileira . Pela natureza das conexões entre Cachoeira e uma ramificação que envolve praticamente funcionários e políticos na esfera dos três poderes da República. E vai além, expondo perigosas e preocupantes relações entre a contravenção e a imprensa assim como com o setor empresarial. Esta radiografia de como a corrupção constrói seus tentáculos é uma oportunidade para entender este fenômeno que está a séculos instalado no DNA de nosso Estado, desde Pero Vaz de Caminha.
Ou seja, esta seria uma ocasião impar para a sociedade brasileira conhecer, identificar e encontrar de vez caminhos que regulem de maneira mais racional as relações entre o que é público e o que é privado. Entre a legalidade e a ética da administração pública e o crime.
No entanto, há um dado que me preocupa tristemente: a pesquisa de opinião feita durante o programa apontou que 93% das pessoas que responderam a pesquisa não acreditam que a CPMI vá dar resultados concretos para o que foi convocada.
Lamentável ver que a sociedade brasileira não acredita nos próprios instrumentos de investigação e de combate à corrupção desenfreada que se ramifica de forma cancerígena na estrutura do Estado brasileiro. É claro que isso se deve à qualidade de muitos dos nossos políticos. Mas me preocupa o fato de que a sociedade está, por assim dizer, desacreditando na possibilidade de mudança efetiva.
Isso é pior do que a corrupção em si mesma. Ou a sociedade brasileira se revolta contra a cultura do "deixar estar que não vai resolver nada" ou o futuro de nosso país estará inequivocamente destinado a ser desastroso. Um futuro onde os membros de nossas instituições republicanas viverão um "faz-de-conta" vergonhoso e a sociedade estará entregue à uma lei de sobrevivência altamente desigual e onde sobreviverão apenas os espertos!
É hora de nosso povo reagir contra este estado de coisas. É preciso acreditar em mudança! E mais que isso: é preciso contribuir efetivamente para que ela aconteça!

"Amãear"



Entre as diversas formas de expressão de amor, certamente aquela que é expressa pelas mães não se pode traduzir em palavras.
Só tem uma explicação: a não explicação! Um vínculo afetivo inquebrantável que se assemelha ao próprio amor de Deus por nós. Tanto é que Ele mesmo, na palavra dos escritores bíblicos compara o seu amor ao de uma mãe que reúne seus filhos como a galinha aninha seus pintinhos debaixo das asas quando o perigo se aproxima. Daí a conhecida expressão do salmista que afirma que deseja se ocultar debaixo das asas de Deus.
As mães são capazes de esforços incalculáveis pela vida de seus filhos. Nesta medida, elas são o retrato de Deus para todos nós!
Neste domingo vamos aprender que o verbo amar deveria se conjugar "amãear" porque o amor delas não tem fronteiras.
Dedico estas simples palavras a todas as mães - as que se foram chamadas para os céus, as que perpetuam esse amor no presente e todas aquelas que receberão esta graça especial - pedindo a Deus que as fortaleça e as abençôe com toda sorte de bençãos.
Hoje, eu e Talita tivemos a graça de assistir o nascimento de Arthur (filho de Vanessa, prima de Talita) e agradecemos a Deus pelo dom da maternidade.
Envio esta singela homenagem a todas as mães de nossa querida diocese. Que guardemos a memória de todas que "amãearam" e nos doaram tudo que tinham. Que abençoemos todas as que estão "amãendo" no presente!
Que nosso querido Deus, Pai e Mãe de todos nós nos mova a dar a elas o reconhecimento de sua missão. Na qualidade de filhos e filhas dessa valorosas mulheres, possamos oferecer o nosso carinho e reverência a esses verdadeiros "retratos"de Deus!
Com meu abraço,
+Francisco