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Mostrando postagens de Maio, 2011

IEPC: Como enfrentar as Armas de destruição em massa

Nesta manhã muitas importantes questões foram levantadas no plenário. Uma delas se relaciona em como lidamos como Igrejas com a política oficial de alguns governos em manterem armas de destruição em massa.
Certamente que esta não é uma questão de simples resolução. Após anos de guerra fria e a nova agenda de combate ao terror, parece que as lideranças das grandes nações do mundo estão como que condicionados a manter seus arsenais sempre prontos a serem usados diante de qualquer ameaça. Venha de onde vier e em que campo for.
O uso de tecnologia militar de destruição em massa tem sido usado não contra militares ou inimigos nacionalmente identificados, mas tem sido usado contra um inimigo que não tem necessariamente uma única Pátria e se move com uma velocidade nada parecida com a da guerra convencional. Assim sendo, o ataque contra esse inimigo móvel tem feito vítimas entre populações civis.
Ouvimos um emocionante testemunho de uma sobrevivente do ataque nuclear americano ao Japão em 1945 …

IEPC desafia as Igrejas a assumir seu papel

Muitos testemunhos de diversos lugares do mundo estão sendo compartilhados na Convocação Ecumênica pela Paz durante estes quatro dias. Sob várias perspectivas, sejam de fé, culturais e de gênero, todos são unânimes em reconhecer que o Planeta está a pedir socorro diante de tantas agressões e usos indevidos dos recursos humanos, financeiros e naturais.

A paz verdadeira só se consegue a partir de um olhar de acolhimento das diferenças. Para tanto se precisa construir uma metodologia de diálogo sincero entre povos, fés e culturas. Paz também pressupões uma inversão de agendas dos poderosos deste mundo, acostumados a estimular o medo e legitimar conflitos armados em nome de interesses que não são necessidades da maioria de seus povos.

As Igrejas e religiões têm um papel preponderante no processo de construção de uma cultura de paz. Todas são desafiadas a construir agendas positivas de reconciliação e diálogo entre elas mesmas. A crítica ao sistema dominante que transforma as pessoas em obj…

Divagações sobre diálogo e conflito: o caso Osama

O mundo inteiro assistiu ao Presidente Barack Obama anunciar que o terrorista mais procurado da História havia sido morto por forças especiais americanas no Paquistão. Isso sem sombra de dúvidas levanta uma questão que merece nossa atenção sobre a discussão da relação entre diálogo e conflito.
Não se pode questionar o efeito devastador do atentado de 11 de setembro na vida do povo norte-americano e em como esse fato criou o conceito de guerra permanente contra o terror.
No entanto, pode-se questionar sim a estratégia que o governo dos EUA adotou como resposta a esse infame evento da história da humanidade.
O que se viu na sequência foi uma sucessão de ações militares dos Estados Unidos no mundo sempre sob a justificativa de eliminação do terror como objetivo final. Nesta esteira não faltou recursos para custear operações caras e um endividamento público acarretando uma crise econômica que atingiu praticamente todas as economias do mundo, incluindo a própria.
O montante de recursos gastos…