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Mensagem de Advento

Ao clero e povo da Diocese Sul Ocidental



Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
2 Tim 1:7



Irmãos e Irmãs!



Vivemos um recomeço do ciclo nos convida a buscar com humildade o que Deus espera que façamos por palavras, atos e pensamentos. Toda a Criação se renova e ansiosamente deseja a plena comunhão com Aquele que é a razão e o fundamento de todas as coisas visíveis e invisíveis.

E que sentimentos povoam nossos corações neste Advento? Certamente o primeiro deles é o de gratidão. A graça de Deus não nos abandonou em nenhum momento neste ano que vai terminar. Mesmo em meio a tantos desafios que cada um de nós enfrentou, Deus jamais nos abandona.

Nossa diocese tem diante de si um caminho aberto para se fortalecer e cumprir com sua missão. Mas para que isso aconteça precisamos reconhecer que nem sempre temos sido fiéis ao chamado de Deus de nos entregarmos inteiramente à sua vontade. Temos falhado na qualidade do serviço e temos nos contentado em fazer apenas aquilo que podemos fazer. Só que nosso Deus não se cansa de fazer muito mais do que merecemos ou almejamos. E, a exemplo da parábola dos talentos, temos agido como aquele servo que guardou o talento porque teve medo.

Os grandes desafios estão à nossa frente. Sustentabilidade, Expansão, Juventude, Formação e Capacitação se encontram entre as prioridades que temos elegido dentro do Plano Pastoral de Ação. Precisamos por o coração nestas coisas. E para além do coração, precisamos colocar nossos dons materiais para garantir que nossa diocese cresça na direta proporção daquilo que precisamos fazer como Igreja.

Que neste Advento possamos construir um claro compromisso com Deus que se manifesta na plenitude e simplicidade de uma criança. Que neste Advento deixemos de nos contentar com a `normalidade` e criemos coragem para avançar na missão.

Que neste Advento deixemos de lado a conformação paralisante que nos faz sempre dizer que as coisas são assim mesmo. Que nossa Igreja não tem jovens. Que nossa Igreja é pobre e não tem recursos. Que nossa Igreja só pode fazer mais se tiver projetos apoiados por recursos que vem de fora (vejam a crise que afeta a Europa e Estados Unidos). Em suma, cada vez que este tipo de discurso ocupa as nossas mentes, afirmamos para nós mesmos que nada é possível fazer. E ai o nosso Senhor nos dirá a terrível palavra que disse ao servo medroso!

Desafio nossos queridos irmãos e irmãs a darem o salto de fé e de obediência - relembrem nossa Carta Pastoral ao Concílio - e ajam como Maria: Lucas 1:38: “Aqui está a serva do Senhor; faça-se comigo conforme a tua palavra”.

Bispo, clero e laicato está em nossas mãos deixar que o Advento nos prepare para um ano de muita fé e esperança e muito trabalho. Agrademos ao Senhor e louvemos o seu nome por seu imenso amor para conosco. Mas que seja um louvor verdadeiramente encarnado, de palavra e ação!

Santa Maria, 01 de dezembro de 2011

+Francisco, Santa Maria

Comentários

Anônimo disse…
O penúltimo parágrafo é muito importante para toda a diocese!Vamos não apenas ouvi-lo...

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