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IEPC: Como enfrentar as Armas de destruição em massa

Nesta manhã muitas importantes questões foram levantadas no plenário. Uma delas se relaciona em como lidamos como Igrejas com a política oficial de alguns governos em manterem armas de destruição em massa.
Certamente que esta não é uma questão de simples resolução. Após anos de guerra fria e a nova agenda de combate ao terror, parece que as lideranças das grandes nações do mundo estão como que condicionados a manter seus arsenais sempre prontos a serem usados diante de qualquer ameaça. Venha de onde vier e em que campo for.
O uso de tecnologia militar de destruição em massa tem sido usado não contra militares ou inimigos nacionalmente identificados, mas tem sido usado contra um inimigo que não tem necessariamente uma única Pátria e se move com uma velocidade nada parecida com a da guerra convencional. Assim sendo, o ataque contra esse inimigo móvel tem feito vítimas entre populações civis.
Ouvimos um emocionante testemunho de uma sobrevivente do ataque nuclear americano ao Japão em 1945 e, me parece que testemunhos dessa natureza não conseguem sensibilizar - para além do momento - as Igrejas a tomarem em conta a necessidade de enfrentar politicamente a questão. Primeiro, sabemos que o restrito clube de países que detêm tecnologia militar nuclear é reduzido. Cabe às Igrejas destes países assumirem um papel mais relevante politicamente, pressionando seus governos a interromper a produção de armas de destruição.
Como fazer isso? Criatividade pode ser um caminho. Se as Igrejas forem capazes de organizarem conjuntamente eventos e ações coletivas é possível se criar uma maior consciência dos cidadãos e cidadãs em torno do tema. A pressão política - advocacy - sobre governos, parlamentares e partidos políticos pode ser outra clara estratégia de convencimento para a mudança de políticas de segurança militar, especialmente no chamado Primeiro Mundo.
Talvez o maior desafio para estas estratégias esteja dentro das próprias Igrejas, através de seus membros individuais que já foram dominados pelo medo coletivo alimentado na maioria das vezes pela própria mídia e por seus formadores de opinião. O medo gera dependência e reforça as políticas de segurança adotadas para evitar o inimigo a qualquer hora e em qualquer lugar.
Precisamos enfrentar como lideranças e formadores de opinião essa corrente. Senão, por mais que queiramos, será infrutífera qualquer mudança de mentalidade dos poderosos que usam o instrumento da guerra e de armas massivas para manter o equilíbrio geopolítico de suas forças.

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