Honduras: a civil war on the way?

The recent political crisis in Honduras has increased to a dangerous level and could cause a irreversible civil war. Affected for years of power of economical oligarchies that never managed to implement changes in the social pyramid of one of the most poor countries of the continent, Honduras assists the tentative of its elites to legitimize interests with a violent coup d'etat.

 

Despite an unanimous condemnation of the coup from the international society the usurpers are not considering any alternative to negotiate  the returning of deposed Manuel Zelaya, the legitimately elected President.

 

 Isolated and supported only by lying arguments and untenable justifications the President de facto try to remain in the power at the expense of violations of the human rights, imposing suspention of constitutional rights and repressing with violence the popular demonstrations.

 

The brazilian governement now is at the center of the crisis because the deposed President is refuged inside the Brazil's Embassy since last monday. According international law, Brazil is acting in right way beacause is offering refuge for Zelaya.

 

The life of the deposed Presdident is under risk and he has the right to ask for safeguard of his life on account of the political situation  of his country. The despair of the usurpers is the fact that now Zelaya is inside the territory of Honduras, contradicting so all the efforts of maintaining him out of the country.

 

The  Brazilian politics related to international affairs has a tradition of not interference in the internal life of foreign nations but what is taking place in Honduras is a clear violation of the international laws. It is a break of a constitutional order by  violence and a political and military intimidation against its diplomatic representation.

 

The most recent challenge launched by the usurpers against the Brazilian government is the ultimatum  to resolve the political situation of the deposed President Zelaya. The Brazilian Embassy has ten days to decide the status of Zelaya. If not, the usurpers will take measures to result the situation.

 

The nature  of this  declaration  constitutes a serious threat and must be assumed in all his consequences. The UN's Council of Security  manifested itself already on the inviolability of the Brazilian embassy and this threat is only one more sign of what the government de facto is falling in despair.

 

The President Lula issued a statement saying that do not accept threats from an ilegitimate government and if some illegal action is taken against the Embassy, Honduras is violating all international laws. If the army loyal to the usurpers act against the integrity of the Embassy, this action could be interpreted as a declaration of war.

 

It seems to me that  Michelletti is making  most difficult the situation and wants a confrontation that will not be good at all for the Honduran people. This can lead to an end with a bloody conflict and an uncertain result for both sides: supporters of Zelaya and supporters of usurpers.

 

My prayers for Honduras and for the restoration of the democratic order under the leadership of his legitimate President.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A novidade para a sucessão em 2010

As recentes pesquisas sobre preferência do eleitorado para a sucessão presidencial em 2010 revelam novos e interessantes aspectos que precisam ser considerados.

O primeiro ponto é a inesperada superação do caráter plebiscitário entre o PT e o PSDB materializado nas candidaturas de Serra e Dilma. Até um mês atrás, mais ou menos, o cenário se apresentava como uma eleição pela aprovação ou rejeição do fenômeno Lula, através de sua candidata, contra a oposição liderada pelo PSDB.

As demais candidaturas continuariam reunindo forças minoritárias dentro do espectro político sem ameaçar a polaridade entre as candidaturas de Serra e Dilma. Mesmo com a possibilidade de mudanças "por dentro" na aliança oposicionista do tipo Serra ou Aécio, o cenário tinha uma variável pouco considerável. Fora desse contexto, a oposição mais à esquerda não apresentava nenhuma possibilidade de avanço significativo.

A saída de Marina Silva do PT e a possibilidade de sua candidatura pelo PV é o fato novo que certamente trará um componente desafiador para aqueles que pensavam que não haveria mudanças consideráveis nas estratégias políticas das duas frentes que já se preparavam para um embate entre a continuidade e o retorno. Um embate de oito anos (FHC) contra outros oito anos (Lula).

Com certeza assitiremos a uma reconfiguração da disputa política. A senadora do PV está - desde que seu nome passou a constar da lista de consultas de opinião - surgindo consistentemente como um novo vetor estatístico em ascendente trajetória. Pelo menos em três pesquisas recentes ela só apresentou variação para cima - entre 3 e 6% de votação espontânea.

Paralelamente a esse novo fator Marina, está surgindo um declínio pequeno nas preferências eleitorais pelo governador de São Paulo e pela Ministra da Casa Civil. Apesar de não se poder dizer que haja direta transferência matemática para Marina das perdas de Serra e de Dilma - até porque transitam em faixas ideológicas distintas - é importante destacar que se essa tendência se mantiver Marina tem fôlego para embolar a disputa.

O maior trunfo de Marina Silva é a sua agenda ambiental. Até o momento a questão ambiental sempre foi um item secundário na pauta política do Estado brasileiro. Toda a euforia desenvolvimentista que se assiste no país nos últimos 15 anos está fundada na estabilidade econômica gerada pelo Real e na ampliação da agenda social realizada nos últimos sete anos da era Lula. Tanto numa como noutra a questão ambiental não se afirmou como transversalidade. Esse pode ser o novo componente que não pode ser desprezado por quem deseja legitimar-se perante a opinião pública.

Marina tem a seu favor a coerência de uma vida ligada ao tema e mesmo sua participação no governo Lula foi um atestado de que pautas ambientais ainda são cosméticas na política econômica. A sua saída do governo por contrariar obviamente interesses triunfalistas dos defensores do desenvolvimentismo lhe dá credenciais muito legítimas. Ela saiu como ministra e se credencia a pleitear um retorno como Presidenta.

Temos um longo caminho pela frente até as eleições. Mas com certeza o debate político deixará de ser um simples embate entre triunfalistas do desenvolvimentismo e triunfalistas do financismo. A ambos Marina Silva pode dirigir um questionamento embaraçoso: aonde vamos com esses dois modelos? Que tipo de mundo queremos garantir no próximo século?

 

 

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