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Mostrando postagens de Fevereiro, 2007

What is dividing the Anglican Communion?

Probably many people observe the crisis within the Anglican Communion and say that the corner stone of the division is the matter of how the church faces the role and the place of gay and lesbian people within the Church.

In my vision, gay and lesbian people do not divide the Church. What divides it is a fight to prove who has power within the Anglican Communion.

The framework of the Primates' Meeting, since the events of 2003, was substantially different in relationship to previous meetings. There was a very uncommon broadening of their powers. The conservative movement headed by some African and Asians primates introduced a habit to which Anglicans are not accustomed: An instance of theological control over provinces.

Since its creation, the Primates' Meeting has always been a pastoral opportunity to share needs and issues brought together by each primate from their background and a space for prophetic speeches to the world. There was a concern for the bonds of affection, cel…

Reflexões sobre Dar-es-Salaam

Em recente palestra elaborada pelo Rev. Dr. Carlos Calvani, a qual tive a honra de apresentá-la em Berkeley, diante de uma platéia de episcopais dos EUA, afirmei que a Comunhão Anglicana necessitava re-descobrir o autêntico sentido de comunhão e superar de vez a ilusão de que a racionalidade de certos "instrumentos textuais de consenso" possam ser a garantia da unidade desta parte da Igreja de Cristo.
Mesmo com uma audiência bastante heterogênea teologicamente, a reação foi de completa empatia com o pressuposto de que comunhão se faz com sentimento, mais na dimensão horizontal do que na dimensão vertical de verdades construidas pela razão.
Lamentavelmente essa dicotomia saiu vencedora na reunião dos Primazes da Igreja Anglicana, em Dar-es-Salaam, semana passada. O Documento final do Encontro simplesmente submete uma importante parte da Comunhão Anglicana a um escrutínio que me lembra os famosos Editos Papais da Idade Média, contra aqueles que ousavam pensar diferente. Os libe…

Redução da Maioridade: comoção não é sábia legisladora!

A comoção nacional em torno do brutal assassinato de João, mais um santo inocente a ser sacrificado nessa selva chamada Brasil, não pode também criar a ilusão de que reduzir a maioridade penal signifique de vez a abolição da violência cometida por adolescentes.
Situações dessa ordem, com o aguçamento de emoções, não constituem sábias conselheiras para se mudar as leis como se fazendo isso pudéssemos mudar a realidade.
O problema da violência está em outro campo que não o especificamente legal. As leis existem em profusão, dada essa fantástica criatividade legislativa brasileira. O problema é que sua aplicação é ineficiente ou, no mínimo seletiva para certos segmentos sociais.
A redução da maioridade penal só iria encher ainda mais as cadeias brasileiras, com o crescimento dos riscos e da integridade de adolescentes que ainda poderiam ser realmente recuperados num processo de autêntica reeducação.
É bom lembrar que a criminalidade cresce com muito maior velocidade onde o Estado torna-se …

Kassa(m)b(adas) desequilibradas!

Homens públicos são demandados a terem postura e equilibrio emocional para o desempenho de suas funções. Faltou isso ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no dia de ontem, ao expulsar um cidadão de dentro de um posto de saúde, aos berros de "vagabundo, vagabundo".
Parece que a sina de bate-boca com populares é uma marca que tem acompanhado os gestores maiores da maior capital do País. Quem não se lembra do bate-rebate, emocionalmente afetado entre a prefeita Marta Suplicy e uma popular tempos recentes?
Mas o pior veio depois. Passado o momento de exasperação, o prefeito teve ainda o despautério de dizer o seguinte:
- Na verdade todos sabem o espírito democrático desta gestão.
Comento: democrático prefeito? chamar um cidadão de vagabundo? expulsá-lo de um ambiente público pelo fato de estar protestando? Me parece que o prefeito ainda não estava no gozo da racionalidade em construir essa premissa para a sua defesa.
E continuou:
- Estamos dentro de uma unidade de saúde. E o cida…