Kassa(m)b(adas) desequilibradas!

Homens públicos são demandados a terem postura e equilibrio emocional para o desempenho de suas funções. Faltou isso ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no dia de ontem, ao expulsar um cidadão de dentro de um posto de saúde, aos berros de "vagabundo, vagabundo".
Parece que a sina de bate-boca com populares é uma marca que tem acompanhado os gestores maiores da maior capital do País. Quem não se lembra do bate-rebate, emocionalmente afetado entre a prefeita Marta Suplicy e uma popular tempos recentes?
Mas o pior veio depois. Passado o momento de exasperação, o prefeito teve ainda o despautério de dizer o seguinte:
- Na verdade todos sabem o espírito democrático desta gestão.
Comento: democrático prefeito? chamar um cidadão de vagabundo? expulsá-lo de um ambiente público pelo fato de estar protestando? Me parece que o prefeito ainda não estava no gozo da racionalidade em construir essa premissa para a sua defesa.
E continuou:
- Estamos dentro de uma unidade de saúde. E o cidadão fazer uma manifestação dessa é uma agressão à cidade.
Comento: desculpa prefeito, chamar um cidadão, eleitor, de vagabundo não é agressão? Onde está a sua necessária saúde emocional?
Mas para finalizar veio o pior dos argumentos:
- Foi colocado pra fora sim e farei isso quantas vezes for necessário.
Comento: tenho medo do senhor, prefeito. Sua concepção de autoridade é, no mínimo, primitiva. Baseia-se na força e não no convencimento. O senhor está mais para jagunço do que para prefeito. Políticos mais experientes explorariam o protesto de forma inteligente.
Melhor seria pedir desculpas à cidade e reconhecer seu destempero diante do contraditório. Provavelmente a opinião pública pudesse perdoá-lo. Mas sua renitência o qualifica como um gestor que não está a altura da cidade que dirige!

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