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Mostrando postagens de Novembro, 2006

SUDENE: pra quem?

A refundação da SUDENE com certeza representa um importante passo para a tão sonhada reconfiguração sócio-econômica do País. Criada originalmente pelo senso desenvolvimentista de Celso Furtado, desempenhou importante papel como entidade de fomento para o crescimento da região nordeste até que foi capturada pelas elites coronelistas da região e convertida em balcão de negócios estapafúrdios.
Com todas as críticas que tenho ao Governo FHC, me pareceu que nesse ponto o fechamento da Superintendência foi uma medida adequada. Os escândalos das negociatas entre grandes empresas e as elites políticas do nordeste estavam causando um grande prejuízo ao erário público.
O ressurgimento dela, agora que se inicia o segundo mandato do Governo Lula, pode ser muito oportuno desde que a nova configuração realmente coloque a sociedade civil no controle das prioridades de crédito e fiscalização de suas execuções.
A meu ver, salvo melhor juízo, a SUDENE deve priorizar os investimentos em infra-estrutura. E…

O que vale pra VALE?

Confesso que fiquei estarrecido ao tomar conhecimento de uma representação da Cia Vale do Rio Doce contra o Governo brasileiro na OEA. Se fosse alguma ONG de direitos humanos ou alguns dos movimentos sociais ativos nesse país, com razões até de sobra para fazer isso, não seria surpresa.
Mas trata-se de uma das maiores empresas do mundo. Uma empresa que tem apresentado um desempenho de crescimento tão elevado que se constitui hoje no segundo conglomerado financeiro do aço e derivados do setor de ferro.
Lembro que a privatização da empresa foi um dos mais intensos debates ocorridos na sociedade brasileira, no auge da avalanche privaticista do Governo FHC. Sua campanha publicitária sempre exalta a importância do seu papel para o país e o seu compromisso com o meio ambiente. Geralmente campanhas caras, de peso, e sempre no estilo da legitimação de sua imagem perante a opinião pública como empresa relevante para o Brasil.
A razão para a representação contra o governo brasileiro se dá por …