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Mostrando postagens de Agosto, 2006

Reflexões sobre a Campanha...

Enquanto o Presidente exibe uma cara de quem vive no paraíso eleitoral, contrastando com a que exibia há um ano atrás no auge da crise do mensalão, seu principal opositor começa a dar sinais de quem já está nas cordas.
A razão é simples e a expus desde que comecei a comentar a campanha presidencial: Lula sabe manejar muito bem a chave do cofre e a imagem de mídia. Sentado em números e em frases de efeito, o Presidente tem somente uma tarefa até o dia primeiro de outubro: passar a imagem de quem ainda não concluiu a sua tarefa.
A fragilidade de Alckmin é evidente. Nem o discurso de Eloisa Helena abala a tranquilidade que Lula adquiriu a partir do inicio do ano, com a reversão da opinião pública em relação ao seu governo.
No entanto, esse clima de inexpugnabilidade do Presidente pode gerar uma campanha pobre e desmotivadora para o eleitorado, como está sendo exposta pelos programas eleitorais na midia.
Nem parece o confronto de quatro anos atrás, quando se tinha um divisor ideológico mais…

O Líbano pede socorro!

Decretado o cessar-fogo, começa o trabalho de resgate da auto-estima de um povo marcado por guerras de ocupação. Um país destruído por um conflito que nada tem a ver com os interesses dos cidadãos libaneses. Uma guerra encomendada por um Estado que é a miniatura do Império de Bush.
É inacreditável que um país sofra por décadas um um processo de ocupação e destruição sem que a sociedade internacional assuma a responsabilidade pelos seus prejuizos.
Tudo que foi construido depois da desocupação pelas tropas israelenses volta a ser destruido criminosamente sem nenhuma punição, nenhuma reparação das vidas e da economia .
Com certeza, ninguém ganhou esse conflito. Israel descobriu que lutar contra uma guerrilha melhor aparelhada não é um passeio , como foi a Guerra dos Seis Dias. O orgulho judeu está afetado e a cobrança sobre seu governo já se faz sentir na opinião pública.
As manifestações de rua, pelo mundo, mostram o quanto a sociedade civil está incorfomada com uma guerra in…

Beco sem saída: a estratégia equivocada de Israel

Mais de 1000 mortos, a maioria deles civis e crianças libanesas. Uma onda de críticas da sociedade internacional e a exigência de um cessar-fogo imediato. A incapacidade de construção de um consenso entre as potências sobre uma efetiva suspensão do conflito. Uma resistência além do calculado por parte do Hezbollah, revelando um crescimento objetivo de seu poder estratégico.
Fico imaginando se Israel não se arrepende agora, sem possibilidade de volta, de ter subestimado os riscos a que se submeteu quando iniciou a ofensiva contra o sul do Líbano.
A imagem de potência militar do Oriente Médio, calcada sobre campanhas heróicas, rápidas e eficientes contra seus desafetos árabes está definitivamente comprometida. A barbárie de uma ação militar que vitimiza covardemente civis, violando regras consensuais de guerra convencional e justificada com nenhuma consistência retórica, põe hoje Israel nas cordas.
Não fora a questionável conjugação de regras e forças desiguais dentro do Conselho de Segura…