Por trás dos atraentes preços de seus produtos, muitas vezes ao alcance das classes C e D, algumas lojas de marcas escondem práticas realmente condenáveis. A exploração do trabalho de imigrantes, ou mesmo de jovens e crianças, algumas vezes até mesmo detentos, constuituem uma prática bastante usual para fugir às implicações legais, à formalização de relações trabalhistas e seus compromissos sociais.
Fiquei estupefato com uma denúncia trazida à tona pelo Observatório Social e o jornal Brasil de Fato de que a famosa loja C&A, da qual já fui cliente, explora, através de malharias clandestinas, o trabalho de inúmeras mulheres em São Paulo. Principalmente imigrantes, originárias da Bolívia e outros países latino americanos, geralmente em situação irregular e completamente dominadas pelos chamados "coiotes" - grupos que intermediam imigração ilegal no país - os quais as submetem a regime de semi-escravidão. Essas mulheres recebem míseros R$ 0,20 por peça de roupa, o que as obriga a trabalharem até 16 horas por dia para poderem ganhar um pouco mais.
Essa denúncia é muito grave e precisa ser apurada com toda seriedade. A sociedade brasileira não pode se calar diante dessas violações de direitos trabalhistas e continuar contribuindo para o faturamento milionário de empresas que se locupletam à custa da degradação do trabalho de quem quer que seja.
Cadê a fiscalização dos órgãos que regulam as relações de trabalho? Porque isso não é apenas um caso isolado. Existem denúncias e denúncias cotidianamente e não se vê resultados concretos. O fato de envolver imigrantes ilegais também exige uma fiscalização mais eficiente das levas de imigrantes que entram no Brasil contratados por "coiotes" para se submeterem a regime de trabalho semi-escravo. É a contrapartida brasileira do que fazem com os nossos irmãos lá fora.
É hora dos consumidores brasileiros darem um basta a essas empresas que exploram o trabalho de fora degradante. Espero que a garota propaganda da C&A, Gisele Bundchen assuma uma posição clara com relação à marca que ela divulga. Saia dessa Gisele, seu nome não pode ficar associado à exploração do trabalho. Chega de enriquecer quem explora o trabalho e degrada a vida dos outros!
Um espaço para o livre pensar...sobre tudo e sobre todos! A space for free thinking..
quinta-feira, julho 06, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
Desfecho pífio da era Parreira!
O país do futebol vive a ressaca da desclassificação. Mais uma vez a partida com a França revelou algo que nós brasileiros não nos acostumamos tão facilmente: nosso futebol burocrático, pálido, sem graça e sem raça. O Brasil nessa Copa não convenceu ninguém, apesar do pregmatismo adotado por Parreira sob o herético argumento de que o que vale é ganhar e não encantar. Futebol é arte. Não há arte sem a força da criatividade, da liberdade e da libido.
A era Parreira definitivamente deve ser sepultada, como ele mesmo se referiu ao dizer que o defunto deveria ser enterrado com dignidade. Contrariando o técnico, eu diria que o defunto deve ser enterrado com indignação. O desfecho dessa campanha não poderia ser mais melancólico. Não pelos méritos da França, mas pelos deméritos de um time de estrelas cadentes.
Em substituição a essa geração de estrelas, dominadas pela fama e preocupadas únicamente com suas carreiras individuais, deve-se redescobrir os novos talentos. E o Brasil sempre foi um celeiro de craques. Pena que o mercado os transformam em ícones da mídia e as grandes corporações tratam de controlá-los como modelitos de marcas, sujeitos a contratos milionários, para o que economizam a criatividade e a garra que tanto enriquecem o bom futebol.
Torci para que minhas intuições estivessem erradas, mas o favoritismo do Brasil antes da Copa tem antecedentes que já me deixaram de orelha em pé, já na estréia. Assim foi em 1974, em 1982 e 1998.
Que 2006 sirva de lição e a CBF, para além dos interesses midiáticos e financeiros, busque uma renovação do futebol brasileiro, recuperando o futebol e a arte que tanto credenciaram o Brasil em gloriosos momentos. E que venha o hexa quando a gente fizer por onde merecer!
A era Parreira definitivamente deve ser sepultada, como ele mesmo se referiu ao dizer que o defunto deveria ser enterrado com dignidade. Contrariando o técnico, eu diria que o defunto deve ser enterrado com indignação. O desfecho dessa campanha não poderia ser mais melancólico. Não pelos méritos da França, mas pelos deméritos de um time de estrelas cadentes.
Em substituição a essa geração de estrelas, dominadas pela fama e preocupadas únicamente com suas carreiras individuais, deve-se redescobrir os novos talentos. E o Brasil sempre foi um celeiro de craques. Pena que o mercado os transformam em ícones da mídia e as grandes corporações tratam de controlá-los como modelitos de marcas, sujeitos a contratos milionários, para o que economizam a criatividade e a garra que tanto enriquecem o bom futebol.
Torci para que minhas intuições estivessem erradas, mas o favoritismo do Brasil antes da Copa tem antecedentes que já me deixaram de orelha em pé, já na estréia. Assim foi em 1974, em 1982 e 1998.
Que 2006 sirva de lição e a CBF, para além dos interesses midiáticos e financeiros, busque uma renovação do futebol brasileiro, recuperando o futebol e a arte que tanto credenciaram o Brasil em gloriosos momentos. E que venha o hexa quando a gente fizer por onde merecer!
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