Lições de 1º de outubro

A campanha presidencial será acirrada e promete ser plebiscitária mesmo neste segundo turno. Para o Presidente, que busca a reeleição, ficaram algumas lições que não deverá repetir mais. A partir do escãndalo do dossiê, Lula cometeu dois erros graves que não se deve usar numa campanha política: a subestimação dos oponentes e, dada a conjuntura de exposição na midia de pessoas de sua campanha, fugir a um debate.
A afirmação de que iria "matar" a eleição no primeiro turno soou como empafiosa. Ao contrário do que poderia parecer uma demonstração de confiança política - aliás todo candidato deve demonstrar que acredita na vitória - a afirmação do Presidente foi mal interpretada por parte dos eleitores como uma afirmação de confiança exagerada. E isto lhe causou perdas suficientes que adiaram sua vitória.
A ausência ao debate soou diametralmente oposta à afirmação anterior. Um candidato que entende que "mata" a eleição logo de cara devia demonstrar ainda mais segurança, indo ao debate e adotando uma estratégia de ataque, deixando aos seus adversários o ônus de provar que ainda mereceriam uma chance de uma disputa mais plebiscitária.
Teremos no domingo um debate que promete revelar à opinião pública a consistência de projetos. Caberá ao Presidente a iniciativa de clarificar a diferença de propostas, porque o ônus da prova parece ficar, em qualquer circunstância eleitoral, com quem deseja continuar.
As pesquisas tranquilizaram um pouco o Presidente. Isso pode ser um bom lastro de confiança. Mas ele não deve abusar da auto-confiança. Humildade e inteligência lhe farão muito bem se quiser continuar mudando a face do País!

Comentários

Roney Belhassof disse…
Nunca pensei que me tornaria um defensor acirrado de algum político, mas depois da sucessão de tramóias da direita para eliminar Lula acabei me vendo transformado em seu cabo eleitoral.

Se bem que na verdade meu foco não é favorecer o Lula, mas afastar do poder o perigoso jogo de Alckmin que costuma ter entre suas vítimas a verdade e a democracia.

Seu blog continua ótimo!
Roberto Almeida/DF disse…
Para quem não votou em Lula , nem em Alckmin como eu, o 2º turno tem sido uma catastrofe. São dois péssimos candidatos.Não mudará nada. Tudo é muito parecido, principalmente na política econômica. Lula tem o bolsa família como a única coisa favorável em seu governo(Aliás, até nisto copiaram o PSDB). De resto é tudo muito igual. Se Lula colocasse em prática o que o PT sempre defendeu, até que teria uma grande diferença, mas como no Brasil político não cumpre o que promete e ainda é reeleito, então não se pode esperar muito do Brasil e seus políticos, sabem que podem roubar, faltar com a verdade, comprar parlamentares, favorecer empresas de parentes, etc.. que tudo o povo esquece e volta a elegê-los. Espero que o susto que Lula tomou no 1º turno, sirva pelo menos para que ele repense o seu governo e em caso de um 2º mandato seja duro nas questões éticas. O PT pode ter em uma possível reeleição de Lula- sua última chance de mostrar que é diferente. Por enquanto , o PT tem sido igualzinho aos partidos que criticavam quando era oposição.

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