Mulheres Celtas:donas de seus próprios sonhos!

Mesmo em meio a tanto avanço no que chamamos de civilização, o Dia Internacional da Mulher nos recorda a situação opressiva em que vivem milhões e milhões de mulheres em nosso País. Essa massa imensa de corpos, almas, corações e rostos que se move pelas ruas e pelos lares, exibindo uma beleza muitas vezes desconhecida pela cultura dominante. Muitas nem são percebidas porque escapam ao padrão de beleza que define a mulher como única e exclusivamente objeto de prazer!
Não sou daqueles que não valorizam a beleza, o cheiro gostoso, o jeito sensual e a manha graciosa dessas nossas queridas companheiras. Mas percebo que muitas delas, se perderam essa graça, o foi pelo peso de serem feitas serviçais no lar, na cama e na reprodução.
Como seria bom se nossa cultura "ocidental e cristã" pudesse reafirmar valores que as civilizações chamadas de bárbaras já tinham construido com tanta sabedoria. Uma delas é a cultura Celta. Naquela sociedade, construida nas Ilhas Britânicas, antes mesmo da chegada do Cristianismo, a mulher tinha uma dignidade implícita e explicita.
Nessa cultura eram criadas livres e com um direito de escolha a respeito de sua vida e de como queria compartilhá-la. A elas era ensinado nunca se deixar escravizar por nenhum homem. A elas era ensinado que a partilha do corpo jamais seria feito sem o seu consentimento. Os sonhos dessas mulheres deviam ser assumidos e construídos, nunca subordinados a qualquer interesse alheio. Inspiradas pela mística da Deusa Maeva - a Deusa Guerreira - as mulheres celtas aprendiam que o valor de cada uma delas dependia única e exclusivamente da sua capacidade de autocompreensão e determinação.
Os homens celtas eram educados a respeitarem suas consortes e a conquista de uma mulher se dava pela capacidade de conquistá-la pela sabedoria e sensibilidade para com o mundo feminino. A sedução, a posse sexual - se é que se pode chamar de "posse" - se dava quando a mulher assim o desejava.
Como nossa pseudo-civilização precisa incorporar valores desse quilate! Como a racionalidade ocidental submeteu a mulher a séculos de submissão política, econômica, cultural e sexual.
Talvez seja a hora de retomarmos as lições e a sabedoria das antigas culturas que, mesmo sem os recursos que temos hoje, construiram relações mais igualitárias, permitindo relações saudáveis e onde homens e mulheres tinham apenas um limite: o de respeitar seus corações em cumplicidade.
Minah homenagem a todas as mulheres desse nosso Brasil, de mulheres lindas, corajosas, sofredoras, mas acima de tudo desejosas de parceiros e não de capatazes!

Comentários

Roney Belhassof disse…
Saudações!

Cheguei aqui graças a este post que um amigo me eviou por email, mas todos os seus posts merecem comentários que só não farei agora pois acabo de ter o dedo mordido em um pequeno incidente com meu cão. ;-)

Não fosse por isso, compartilharia com você a minha história com o cristianismo. Aos cinco anos me encantei com ele, mas fui gradativamente me afastando por causa do fundamentalismo que via cada vez com mais freqüência.

Agora tenho esbarrado em cristãos como você que resgatam a beleza do postulado de Cristo.

Bem, isso é o máximo que consigo escrever com uma mão só! ;-)

Acrescentei seu blog nos links do meu site e do meu blog, voltarei em breve!

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