Como a transitoriedade do poder é visível cada vez mais quando assistimos o que acontece na pequenina nação do Equador. Um Presdidente que chega ao poder num rastro de legitimidade política fantástico e, faltando mais da metade seu governo, é obrigado a fugir de uma turba revoltada, desejosa de fazer uma verdadeira catarse coletiva contra quem as desconsiderou!
Esse fenômeno está cada vez mais frequente nessa nossa emotiva América Latina. Parece que as leis não conseguem reger de fato as relações políticas no continente. Cada vez mais se usa dos recursos da força - tanto governantes como governados - para fazer valer o que se entende que é melhor para a sociedade. E aqui fica a questão: qual a verdadeira consistência de um sistema político? Ou então essa: Quais são os limites da democracia representativa?
X-(
Um espaço para o livre pensar...sobre tudo e sobre todos! A space for free thinking..
quinta-feira, abril 21, 2005
quarta-feira, abril 20, 2005
Esperança e Inquietude
A eleição de Bento XVI torna-se uma incógnita para os próximos dias. Como agirá o homem que durante duas décadas foi marcado pela imagem de um conservador dogmático e avesso a reformas na Igreja?
Isso o tempo dirá. Como Papa, nem sempre é possivel se ser apenas o que se quer. A Cúria tem seu peso e o cálculo político faz parte das manifestações do Pontífice que é também um chefe de Estado.
Ser prefeito de uma Congregação interna e importante da Igreja é uma coisa. Ser Papa é outra. Como Bento XVI se sairá no cenário internacional?
Existe o risco de isolamento, o que não é desejável politicamente. As pressões do laicato não são tão desprezíveis assim. Além do que, apesar do aparente consenso na sua escolha, o novo Papa sabe que há fortes segmentos, mesmo na Europa, além da América Latina, que reivindicam mudanças na estrutura e no discurso do Vaticano relacionados com questões ligadas à ética sexual, procriação e genética.
Inteligência e capacidade política o Papa tem. Resta ver se essa experiência ajudará na superação dessa incógnita.
Isso o tempo dirá. Como Papa, nem sempre é possivel se ser apenas o que se quer. A Cúria tem seu peso e o cálculo político faz parte das manifestações do Pontífice que é também um chefe de Estado.
Ser prefeito de uma Congregação interna e importante da Igreja é uma coisa. Ser Papa é outra. Como Bento XVI se sairá no cenário internacional?
Existe o risco de isolamento, o que não é desejável politicamente. As pressões do laicato não são tão desprezíveis assim. Além do que, apesar do aparente consenso na sua escolha, o novo Papa sabe que há fortes segmentos, mesmo na Europa, além da América Latina, que reivindicam mudanças na estrutura e no discurso do Vaticano relacionados com questões ligadas à ética sexual, procriação e genética.
Inteligência e capacidade política o Papa tem. Resta ver se essa experiência ajudará na superação dessa incógnita.
terça-feira, abril 19, 2005
Igreja e Midia
É incrivel como a Igreja tem a capacidade de mobilizar a midia internacional para os seus ritos de passagem de poder. O papado de João Paulo II revolucionou esse campo e pôs a Igreja no centro das atenções.
Resta esperar que essa força midiática se converta em mobilização da opinião pública para os temas que afligem dois terços da humanidade como a fome, a exclusão e a guerra.
Resta esperar que essa força midiática se converta em mobilização da opinião pública para os temas que afligem dois terços da humanidade como a fome, a exclusão e a guerra.
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