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Lições tristes do Katrina

As cenas de horror, publicadas pela midia internacional sobre o furacão Katrina, deixa-nos pelo menos algumas fortes e tristes lições.
A primeira delas é de que a pobreza é sempre a maior vítima desse tipo de desastre. O furacão não expôs somente o poder incontrolável da natureza. Ele mostrou que o sul dos EUA tem um corte social bastante distinto das demais regiões, com seus pobres e esquecidos pela política neo-liberal do Governo Bush. Muitas pessoas que lêem a sociedade americana de forma univoca, foram surpreendidas com a exposição da pobreza de muitos cidadãos e cidadãs americanos, abandonados por um Governo que cada dia mais aprofunda a desigualdade social e que, ao invés de investir em políticas sociais, prefere gastar bilhões lutando contra os mulçumanos lá no Oriente Médio.
A segunda delas é de que realmente Bush não tem nada de coerente com seu pseudo evangelicalismo fundamentalista, que alimenta hoje os segmentos mais conservadores do País. A insensibilidade e a falta de medidas preventivas demonstra sua clara incompetência na gestão dos interesses da maioria do povo americano. A religião que tanto diz professar é uma fachada para justificar única e exclusivamente os ricos, legitimando a moda mais recente no front americano de que a riqueza é sinal de benção divina. Os pobres, esses miseráveis, são desamparados por causa de sua preguiça e pecaminosidade!
A terceira triste verdade é a ideologização da desgraça. Enquanto o mundo inteiro se dispõe a ajudar as vítimas da tragédia, enquanto as centenas de milhares de americanos tentam sobreviver às perdas, o Governo Bush se dá ao luxo de escolher quem pode ou não pode ajudar, baseado única e exclusivamente em seu cardápio ideológico. Essa talvez seja a mais nefasta de todas as atitudes do Governo, porque ela é dolosa, preconceituosa, egoísta. Quem sabe agora os cidadãos americanos não percebem que Bush não é apenas inimigo dos inimigos que ele cria para os EUA, mas principalmente inimigo de seua prórpios irmãos!

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