Dia dos Namorados

Para além das artificialidades que o mercado cria em torno de uma data, é importante lembrar que o Dia dos Namorados exerce uma forte pressão sobre as pessoas. Nessas datas que evocam sentimentos e relacionamentos mais profundos, parece que vivemos uma dubiedade: uma parte das pessoas experimentam felicidade e excitação e, outra, tristeza e saudades. Isso depende diretamente do gráu de dependência que nossa vida tenha com relação aos namorad(a)s. Parece que o amor cria essa doença crônica de dependermos tanto assim de outra pessoa para sermos ou não felizes. Isso tem relação com o que escrevi alguns dias atrás sobre a relação entre o amor e o poder. Parece que o equilíbrio de nosso eixo vital depende da presença ou ausência de alguém. Mas isso não é sinônimo de amor. Se pensarmos que amor é doação, fica contraditório dizer-se que "ter" alguém seja razão de viver!
Aos namorados desejo um feliz dia em que renovem suas cumplicidades! Namorem muito, beijem muito, e partilhem sua felicidade da forma mais criativa possível. Apenas não esqueçam de que a qualidade de suas vidas em comum é diretamente proporcional a qualidade de suas vidas individualmente. Ou em outros termos, sejam felizes porque cada um tem sua cota completa de felicidade. A felicidade não é algo que vem do outro ou da outra. Ela pode refletir, como um espelho, a felicidade que está dentro de nós mesmos.
Para as pessoas que estão sozinhas e sujeitas a algum sentimento de solidão, tomo aqui emprestado um texto que encontrei num site sobre temores e o qualifico como um bom ponto de partida, especialmente para entendermos que não devemos ter medo de estar sozinhos. Podemos ser felizes também. Até para podermos partilhar nossa felicidade e inteireza com quem aparecer em nossa estrada:

Temia estar só. Até que aprendi a querer a mim mesmo.
Temia fracassar. Até que descobri que só fracasso quando não tento.
Temia o que as pessoas opinassem sobre mim. Até que me dei conta de que opinarão de qualquer maneira.
Temia que me rejeitassem. Até que aprendi que devia ter fé em mim mesmo.
Temia a dor. Até que aprendi que ela é necessária ao crescimento

Comentários

Claudio Costa disse…
É isso, apesar do apelo comercial, nossos corações e mentes são sugestionados a reviver momentos bons, olhar em volta e deixar-se invadir por uma felicidade que pode estar no dia-a-dia. Então é hora de botar prá fora e gritar, como fiz no meu blog. Ah!, se você for lá, no finalzinho do post de hoje tem um link prum blog de um casal (ele, 81 anos)... que também comemoram o dia dos namorados até hoje.
Claudio Costa disse…
Chico, obrigado pela visita e pelo incentivo. Minha filha também é advogada, como você. Quanto à sua pergunta sobre como colocar a previsão do tempo no blog, é só visitar a página www.tempoagora.com.br e, dela, retirar o template. Depois, inclua-o no seu. Abraços;
Juliana disse…
Concordo com você, amigo Xico,...Às vezes me pego pensando nestas coisas...Da dificuldade de estar só, de lidar com a vida de frente sem precisar de escudos (um amor pode ser um escudo)...é complexo.
Beijooooos

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