Amor e Poder

Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro. (Carl Gustav Jung)

Saindo um pouco da Política, mas continuando nela - entendida como nossa eco-relação com tudo que nos cerca e que nos caracteriza como seres - gostaria de refletir sobre a relação entre amor e poder. Me inspirou uma conversa com uma amiga, que falava da necessidade de não perder controle na relação com seu companheiro, sob o risco de ser dominada. E ai me veio a frase de Jung. Realmente o amor é anárquico, profundamente anárquico, na acepção mais original do termo. Amar é desconsiderar qualquer pretensão de controle, qualquer instituição hierárquica. Por nos horizontalizar como seres, qualquer tentativa de poder gera a morte do próprio amor. Por isso ele é desconcertante, revolucionário da anarquia completa e nos perdemos. Estamos acostumados a normas, hierarquias, autoridade. O amor põe tudo isso por terra e somente quando esvaziados de qualquer sede de poder é que amamos profundamente. A questão é: por quanto tempo sobrevivemos a isso. Daí que o amor é eterno enquanto dura, como diz a poesia de Vinicius!

Comentários

Juliana disse…
Oi, amigo. Voltei!!! Nossa como você está inspirado, este texto é para fazer a gente pensar mesmo...
Beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Visita do Papa ao CMI: gesto de comunhão e cumplicidade para testemunhar unidade

Meditações na Semana Santa através da arte e da iconografia: Quinta-feira Santa

Meditações da Semana Santa através da arte e da iconografia